Um pai e uma mãe são para dez filhos, mas dez filhos não são para um pai e uma mãe,
isso é bem visível quando se fala do Alzheimer. Geralmente as famílias sofrem uma deterioração
muito grande com a doença porque a divisão de tarefas nunca ocorre de maneira justa,
sempre sobra para um ou dois filhos. Nenhum deles na maioria sabe o que significa a ideia de que
"conviver é viver"....
É sempre um dos filhos que fica responsável por cuidar da casa, do dos pais portadores desse desse mal,
e, além de tudo sempre vem os problemas familiares, econômicos, as crises ou transtornos que o próprio
filho acaba aderindo ao lidar com o "desconhecido". Se o Alzheimer ensina o amor, a paciência, a disciplina,
a liberdade e compaixão, por outro ele nos mostra a faceta da solidão e do medo. Por que a guerra acaba se tornado
entre o cuidador e Deus. Nesse momento, todos somem. Não existe amigo de balada, de confidencia,
de aparência, de cor ou "para sempre" porque eles aprenderam a excluir tudo o que for negativo e toxico da vida deles.
No final, o guerra é batalhada somente por você e Deus.
Então sua missão é vive um dia de cada vez e honrar seu pai e sua mãe até o ultimo instante, até o ultimo dia;
Amor é isso, deixar fluir. Amar é liberdade, mas as vezes em nome do amor a gente precisa deixar a liberdade temporariamente
de lado pra dar uma qualidade de vida a quem amamos. Tudo que o os outros aqui na terra não veem, pode ter certeza
que Deus está enxergando e está muito atento. Nenhuma oração fica sem resposta e você não está completamente sozinha. Honrar pai e mãe além de ser um mandamento de Jesus, significa amá-los, respeitá-los, assisti-los, ter paciência em sua velhice já que um dia eles deram sua vida, sua juventude à nós.
Não adianta chorar em um tumulo, tumulos e ossos não sentem, não falam, não agem.
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